Brocas Vetus

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Trabalhadores da Autoeuropa perdem mais em dez dias de lay-off do que a trabalhar seis sábados até 2011.

Publicado por Carlos (Brocas) em 25/06/2009

25.06.2009 – 08h43
Por Ana Rita Faria
Para já, despedimentos estão afastados
Os empregos dos 250 contratados vão manter-se, pelo menos para já, e a produção continua a dois turnos, afastando um corte de 15 por cento no salário. Mas as boas notícias ficam por aqui, na Autoeuropa. Além de ir produzir menos 25 carros diários a partir de Setembro, a fábrica de Palmela decidiu ontem marcar dez dias de não produção em sistema de lay-off (redução temporária do período normal de trabalho). Uma medida que atingirá mais os funcionários do que os seis sábados de produção por ano previstos no pré-acordo, que foi chumbado pelos trabalhadores. A medida irá decorrer entre Setembro e Dezembro e retirar aos bolsos dos trabalhadores entre 480 e 560 euros este ano, em média, calcula António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT). Um montante bastante superior aos 48 euros que os trabalhadores perderiam em 2009 por trabalharem os dois sábados previstos sem receber horas extraordinárias. Se estendermos a conta aos restantes 12 sábados que os funcionários teriam de trabalhar até 2011 (o limite temporal do pré-acordo), os trabalhadores da fábrica de Palmela receberiam, no total, menos 336 a 392 euros em cerca de dois anos e meio. Em lay-off, a lei geral diz que os trabalhadores têm de receber dois terços do seu salário líquido (até ao máximo de 1350 euros) ou uma compensação igual ao salário mínimo, consoante o que for mais elevado, sendo que 30 por cento é suportado pelo empregador e 70 por cento pela segurança social. No caso da indústria automóvel, várias empresas que recorreram ao lay-off subscreveram o Plano de Apoio ao Sector Automóvel (PASA), que garante que os trabalhadores recebem 80 por cento do salário, comparticipado pelo Estado. Contudo, a Autoeuropa tem-se mantido fora deste plano. Porta aberta para negociar
Depois de ter já advertido que não voltaria a sentar-se à mesa de negociações, a Autoeuropa deixou ontem a porta aberta à recuperação do pré-acordo firmado com a CT. Numa carta aos trabalhadores, o director-geral, Andreas Hinrichs, diz que o pré-acordo continua a ser “a melhor forma de fazer face às variações pontuais no volume de produção e ao lançamento de novos projectos.” António Chora confirmou essa disponibilidade, admitindo que, se o pré-acordo voltar à mesa de votos e for aprovado, o lay-off poderá ser suspenso. O pré-acordo previa seis sábados de produção por ano. Em vez de terem pagamento a dobrar mais 25 por cento, os funcionários recebiam oito horas de cada sábado em dinheiro e acumulavam ou abatiam seis horas aos downdays (dias de não produção), recebido no final do ano. http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388592

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